quinta-feira, 8 de março de 2007

Documentos

Essas féria prolongadas sãp ótimas...

Ontem foi dia de pegar passaportes. Nunca foi tão fácil enfrentar fila. Algum bendito pegou umas 10 senhas de uma vez só. Aí, quando começaram a chamar as senhas, pulou 10 números em 1 minuto. Ainda bem que nossos documentos estavam prontos, ainda mais com todo este problema da emissão de passaportes.

Enfim, ainda fui na Polícia Civil pegar meu RG, mas não estava pronto. Meu CPF chegou. Sim... perdi todos os meus documentos, por isso este trabalho todo.

Hoje é dia de fazer carteirinha de alberguista. Nunca se sabe, não é mesmo?

terça-feira, 6 de março de 2007

Mudança de Planos

Olá,

Numa conversa mais calma, Manu e eu decidimos não darmos chances ao azar. Resolvemos por bem esperar os documentos serem legalizados aqui no consulado do Rio para depois irmos para a Itália.

O Permesso sem os documentos era difícil. Agora está impossível. Como só teríamos três meses após a entrada na UE, decidimos contar com aquilo de mais precioso no momento: tempo.

Em função disso, agora é esperar a boa vontade dos italianinhos do consulado agilizarem nosso processo para definitivamente irmos embora.

Hoje pela manhã, Manu foi ao vice consulado aqui do Espírito Santo entregar os documentos. Como nós já tínhamos feito a via crucis na semana passada (acordar as 4:30h pra não enfrentar fila e esperar até as 9:00 para pegar a senha) nós não enfrentamos a bendita fila (quase uma preliminar das filas da Questura). Paga taxas aqui, dinheiro voando ali... espero que valha a pena. Mas valerá...

Bem... amanhã é dia de pegar o passaporte de Manu. O meu ainda não está pronto, mas mesmo assim eu vou na sombra.

Até...

segunda-feira, 5 de março de 2007

Apresentações



Olá,

Meu nome é Branco, 26 anos, brasileiro, casado. Minha esposa se chama Manu, brasileira aspirante a italiana, 21 anos.

Sabe quando você era mais novinho e tinha a vontade de ser astronauta? Acho que no fundo, no fundo, não queríamos ser somente astronautas. Queríamos ir a um lugar desconhecido. E víamos na Lua (a tão intrigante Lua)um terreno a ser explorado.

Quando crescemos, percebemos que ser astronauta é mais poesia do que realidade. Criamos um leque maior de profissões além das três que tínhamos em mente até os dez anos: astronauta, polícial e jogador de futebol. No fundo, no fundo (mais uma vez) queremos ser livres, poderosos e famosos. Depois percebemos que não é tão fácil assim, e nos contentamos com a idependência, nosso poder de decisão e o amor de nossa família. E descobrimos que isso basta... e muito.

Mas a velha vontade de viajar para a Lua continua batendo forte. E de repente, você percebe que algumas coisas não importam mais. E que você quer, pelo menos, ter a chance de fazer alguma coisa pra você mesmo.

E então, Manu e eu, decidimos ir embora. Não para outro estado do Brasil, mas para fora do Brasil. Não queremos vencer na vida como os imigrantes que fazem fortuna. Queremos dar uma chance para nós mesmos. Queremos ter histórias para contar para nossos filhos e netos.

Queremos ir a Lua.